Restringir acesso ao workspace por IP e usar Private Link não precisam ser escolhas excludentes.

O Databricks MVP Shashank Shekhar documentou como migrar de uma lista de IP liberado pra um modelo híbrido com Inbound Private Link no Azure Databricks, mostrando o caminho pra sair de uma coisa pra outra sem quebrar acesso de quem já está liberado.

O modelo híbrido mantém o Private Link ativo pra conexão privada, mas deixa o acesso público ligado, controlado por política de ingress baseada em contexto e por lista de IP. Isso difere do modelo de acesso totalmente privado, que exige que todo tráfego de usuário venha de uma VNet conectada via endpoint privado, incluindo o plano de compute clássico via Private Link. O caminho híbrido serve justamente quem só usa compute serverless ou interage via UI e API, sem precisar ainda de conectividade privada bidirecional completa.

Pontos técnicos que valem atenção:

  • Arquitetura recomendada usa uma VNet de trânsito central, hub-and-spoke, hospedando os private endpoints de acesso ao workspace e de autenticação de browser
  • Workspace precisa estar no plano Premium e usar VNet injection
  • Política de ingress baseada em contexto permite restringir por identidade, tipo de requisição e origem de rede, combinando com lista de IP estático de escritório
  • Recomenda-se testar a política em modo dry run antes de aplicar em modo enforced, já que negação em dry run só é registrada em log, não bloqueia acesso

Minha ressalva: migrar pra esse modelo híbrido ainda exige parar todo compute em execução durante a mudança de configuração de rede, o que implica negociar uma janela de manutenção; não é uma troca que se faz em produção sem planejamento prévio de downtime.

Fonte: https://learn.microsoft.com/en-us/azure/databricks/security/network/front-end/front-end-private-connect

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